BEM VINDO SHALAM

BEM VINDO SHALAM
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Rosh Hashanah 2025

Rosh Hashanah – Judaico

Começa em 22 de setembro de 2025 ao pôr do sol; termina ao anoitecer em 24 de setembro de 2025.


Rosh Hashaná, o "Ano-Novo Judaico", é uma festa que ocorre no primeiro dia do primeiro mês do calendário judaico. 

A Torá refere-se a este dia como Yom ha-Zikkaron ou Yom Teruah. 

O início de um período de introspecção e meditação de dez dias que acaba no primeiro dia de Yom Kipur.


Mazal Tov
Rev Khaleb Bueno
Psicoteologo

Cabala, Cabalismo e Cabalistas

 

A Cabala: Um Resumo Complexo e Fascinante

A Cabala é um conjunto de ensinamentos esotéricos e exotérico do judaísmo que busca compreender a relação entre o divino e o mundo material. 

Através de interpretações profundas dos textos sagrados, os cabalistas exploram a natureza de Deus, a criação do universo e o propósito da existência humana.

O Cabalismo se refere ao estudo da Cabala. 

É uma tradição mística que envolve a análise de símbolos, números e letras hebraicas, buscando desvendar os mistérios ocultos da Torá e da criação.

Cabalistas são aqueles que se dedicam ao estudo e à prática da Cabala. 

Ao longo da história, esses estudiosos desenvolveram uma rica cosmologia e uma filosofia profunda, influenciando diversas áreas do pensamento humano, desde a religião até a arte e a ciência.

Principais Características da Cabala:

Interpretação simbólica: A Cabala atribui significados profundos a cada letra, número e palavra da Torá, revelando camadas de significado oculto.

Árvore da Vida: Um diagrama central na Cabala que representa as diversas emanações divinas e as interconexões entre os diferentes níveis da existência.

Numerologia: Os cabalistas utilizam a numerologia para desvendar os mistérios dos textos sagrados e compreender a ordem cósmica.

Misticismo: A Cabala é uma tradição profundamente mística, buscando a união com o divino através da contemplação e da prática espiritual.

Filosofia: A Cabala desenvolveu uma sofisticada filosofia que aborda questões como a natureza da realidade, a liberdade humana e o destino.

A Cabala ao Longo da História

Origens: As raízes da Cabala remontam à antiguidade, mas a forma que conhecemos hoje se desenvolveu principalmente a partir da Idade Média.

Influência: A Cabala teve um impacto significativo no pensamento judaico e além, influenciando filósofos, artistas e cientistas.

Diversidade: Existem diversas correntes e interpretações da Cabala, cada uma com suas próprias ênfases e tradições.

Por que Estudar a Cabala?

Autoconhecimento: A Cabala oferece ferramentas para uma profunda compreensão de si mesmo e do mundo.

Conexão espiritual: Permite uma experiência mais rica e significativa da espiritualidade.

Expansão da consciência: Abre novas perspectivas sobre a realidade e a existência.

Importante: A Cabala é um campo de estudo complexo e multifacetado. 

Para uma compreensão mais aprofundada, é recomendado buscar fontes confiáveis e consultar especialistas na área.

Gostaria de saber mais sobre algum aspecto específico da Cabala? 

Por exemplo, você poderia me perguntar sobre:

A Árvore da Vida

Os escritos cabalísticos mais importantes

A relação entre a Cabala e outras tradições místicas

A influência da Cabala na cultura popular

Lembre-se: A Cabala é uma tradição viva e em constante evolução, e sua interpretação pode variar de acordo com a perspectiva de cada indivíduo.

Para aprofundar seus conhecimentos, sugiro os seguintes livros:

  1. Cabala, Cabalismo e Cabalistas: de Idel, Moshe; Assis, Yom Tov; Senkman,
  2. O Livro da Formação: um dos textos fundamentais da Cabala
  3. Gostaria de explorar mais algum tema relacionado à Cabala?

Observação: Este resumo é apenas uma introdução à Cabala. 

Para uma compreensão completa, é necessário um estudo mais aprofundado.

Fontes:



Editora Perspectiva:

https://editoraperspectiva.com.br/produtos/cabala-cabalismo-e-cabalistas/

Loja Um Livro: https://loja.umlivro.com.br/cabala--cabalismo-e-cabalistas-157256/p

Editora e Livraria Sêfer:

https://www.sefer.com.br/cabala-cabalismo-e-cabalistas/1/

Disclaimer: As informações aqui apresentadas são de caráter geral e não substituem o aconselhamento de um especialista.


A OLIVEIRA DE VOUVES


A antiga Oliveira de Vouves é uma árvore com aproximadamente 2.900 anos. 

Situada em um cemitério na ilha de Creta, na Grécia, ela viveu durante a escrita da Ilíada por Homero, a idade de ouro de Atenas, ascensão do Império Romano e o nascimento de Cristo. 

Ainda produz azeitonas.

L'Chaim Tov

Vida Longa aos  נצר - Ntzr
Rv Khaleb Bueno

QUAIS OS SIGNIFICADOS DOS MEUS SONHOS ESTRANHOS?

Deirdre Barrett, professora de psicologia na Universidade de Harvard, especialista no estudo de sonhos, fez esta ilustração de um sonho relacionado com a COVID-19 que ela teve recentemente. FOTOGRAFIA DE DEIRDRE BARRETT (ILUSTRAÇÃO)





Você tem sonhado mais neste momento de pandemia? A QBLH e a psicanálise estudam os sonhos e seus significados. De acordo com Freud um dos componentes dos nossos sonhos é o restos diurnos. 

E a sua Saúde Mental neste momento de pandemia como esta? Os restos diurnos são aqueles acontecimentos no cenário do seu dia, ou a situação que aconteceu e você passou no dia anterior e até mesmo dias atrás em sua rotina.

O psicoteologo Khaleb Bueno, explica que “Entre outros componentes. Precisamos entender que o sonho nunca é literal”. E acrescenta, que “em tempo de pandemia podemos aumentar a quantidade de sonhos, pois a ansiedade tem aumentado em nossa rotina, o que aumenta o restos diurnos e o nosso emocional”.

Realmente a pandemia tem trazido um tempo maior para dormir e sonhar em muitos casos. Sonhar com o coronavírus, pode acontecer, afinal ele está em nossa rotina. 

Mas a recomendação é sempre procurar uma orientação médica e profissional em casos de ansiedade, sintomas de nervosismo, medo, aflição, enfim, é um momento muito delicado para cuidarmos ainda mais da nossa saúde mental.

Na minha opinião. Como estamos nesse contexto de pandemia, com o assunto dentro dos "restos diurnos", encontra-se aí o seu significado.

Juntos Contra As Emoções Doentias

Estamos divulgando os dados bancários do Rev Khaleb Bueno para que você faça a sua doação ao #DivãSolidário. 

Qualquer valor múltiplo de R$18,00 será muito bem-vindo.

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Contamos com a sua ajuda!
“Nunca, jamais desanimeis em tempo de guerra, embora venham os contrários” (Khaleb Bueno)

Emanu'El - UMA LUZ VOS NASCEU - CHANUCÁ

Relembrar o que está escrito na Torah, durante as celebrações. renova e resgata a história do Povo de H’Shem.

Os pais e líderes precisam recontar as histórias, bíblicas, culturais da linhagem e origem (B’risht) - devemos lembrar sempre as nossas origens, de onde H’Shem nos tirou, de onde viemos.


Durante o período (Chanucá) da Festa das Luzes relembrar o princípio, a linhagem e o milagre das Luzes - a libertação do Povo de H’Shem e a purificação do templo, consagração.

Lembrar que tudo que somos e o que temos foi H’Shem que nos deu e fez, essa Luz é a presença de H’Shem conosco.

No mesmo período nasce o Salvador, em Netzarit - de uma adolescente e virgem - Yeshua Netzary.

Uma mulher deu à Luz a um redentor - a Luz para o Mundo, YHWH usou uma mulher para mudar a história, quebrando a tradição. Mas que deve ser lembrado sempre nesse tempo. A Luz vos nasceu.

A mensagem é Emanu’el (Isaías 7:14) - H’Shem está convosco. A Promessa desde o princípio, Façamos… seja forte e corajoso, H’Shem estará convosco por onde andares. Maria ouviu - não temas, não tenha medo, Emanu’el.

A esperança no caos, está na confiança Fonte de Luz - Emanu’el - A confiança autêntica em H’Shem, é obedecer e confiar plenamente no propósito e vontade de H’Shem - fazer a vontade do Eterno porque Emanu’el vos nasceu.

Lembrar neste tempo Chanucá que a rendição precede o milagre - por isso lembrar que a Luz do Mundo nasceu por um milagre do Ruach Kadosh trazendo a Luz por meio de uma virgem, uma mulher adolescente obediente - temente ao Eterno.

Nesse período - rende se ao Eterno Criador para que o milagre tão esperado possa nascer em nós a Luz - conhecimento do seu Reino e Sua Justiça aqui na terra como no céu - ensina nos a  ti obedecer sempre, por toda eternidade.

Shalam
Rev Kh-L-B
psicoteologo

ELUL - TEMPO DE REFLEXÃO E ARREPENDIMENTO

Me procure, ó YHWH, e conheça meu coração. Examine-me e conheça meus pensamentos ansiosos, e veja se há algum jeito ofensivo dentro de mim e me guia no caminho eterno. - Salmo 139: 23-24 TLV

O mês hebreu de Elul cai em agosto / setembro. Encontra-se entre os meses em que Israel cometeu dois grandes pecados (adorando o bezerro de ouro e o relatório maligno dos 10 espiões) e os altos dias sagrados, durante os quais o povo Hebreu crê em YHWH e faz seu julgamento sobre eles para o ano seguinte. 

Assim, Elul tornou-se um mês de contabilidade e arrependimento em preparação para Rosh H'Shanah e Yom Kippur.

Nesta era pós-Templo, quando os sacrifícios já não são possíveis, os judeus consideram as palavras do rei Davi do Salmo 51:

"Pois você não se deleitaria com o sacrifício, ou eu o daria, nem me agradaria as ofertas queimadas." 

Os sacrifícios de IHWH  são um espírito quebrado. Um coração quebrado e contrito, ó IHWH, não desprezará.

Salmo 51: 18-19 TLV

Eles refletem sobre suas vidas no ano passado e se concentram em reparar e buscar a piedade de YHWH para o próximo Ano.

Elul contém 29 dias. Há 40 dias desde o primeiro de Elul até Yom Kippur. Isso é uma reminiscência do tempo de Moisés no Monte Sinai quando ele intercedeu pelo povo hebreu que havia caído tão rapidamente na idolatria. 

Porque YHWH foi misericordioso e perdoou Seu povo, Elul é conhecido como o mês da misericórdia divina e do perdão.

As tradições para a observância de Elul incluem um aumento nos presentes de caridade, chamado tzedaká (tzeh-DAH-kah) em hebraico, e recitando o Salmo 27 duas vezes ao dia ao longo da temporada. 

Um rabino do século XVIII adicionou o ritual de leitura através do livro dos Salmos com três salmos lidos todos os dias entre o primeiro de Elul e Yom Kippur. Os 36 salmos finais são recitados em Yom Kippur para completar o livro.

O shofar é soprado todas as manhãs exceto Shabat durante Elul. Este apelo à adoração serve como um lembrete para examinar a vida de alguém e ir diante de YHWH em contrição. 

Selichot (s'lee-KHOHT) são orações especiais de arrependimento faladas durante Elul. 

Algumas seitas judaicas começam a adicionar selichot no primeiro dia do mês, enquanto outras as iniciam mais perto de Rosh H'shanah.

Alcançando a posição certa com YHWH

Para o Povo Hebreu, o foco do mês é alcançar uma posição correta com YHWH para que ele atribua um julgamento favorável. 

De acordo com a tradição judaica, YHWH faz este julgamento para o próximo ano em Rosh H'shaná, a "cabeça do ano", e selou-o em Yom Kippur, o Dia da Expiação. 

A saudação tradicional durante Elul e estes dias sagrados é: "Você pode ser inscrito e selado por um bom ano".

Você é um especialista em Israel?

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NTZRM HEBREU e sacrifício expiatório de Yeshua

O judaísmo messiânico reconhece que Yeshua Netzarim fez expiação eterna quando Ele estabeleceu Sua vida como o Cordeiro de YHWH. 

Para aqueles que colocaram a Emunah nEle, nossa posição como Bnei adotivos de YHWH  é garantida para sempre. 

Efésios 2: 8-9 nos diz que não somos salvos por nossas ações, mas pela graça e emunah de YHWH no sacrifício de Yeshua. O Ruach H'Kadoshi foi dado aos Talmadim crentes como um selo e promessa da aceitação de YHWH e Brit H'dashah nosso novo relacionamento com Ele.

Porque Yeshua Netzari se dirigiu ao nosso pecado de uma vez por todas, não precisamos nos perguntar, ano após ano, se YHWH tem piedade de nós em Yom Kippur. 

Nós não precisamos nos esforçar para obter direito para um julgamento anual ou acelerar nossa doação à instituição de caridade para terminar o ano em boas condições.

Que presente! Que bênção de saber que nos foi concedido ficar de pé com YHWH para sempre porque Yeshua Netzari morreu por nós na participação do executor. Ele tomou nosso pecado sobre si mesmo e pagou o preço por nós.

Sempre espaço para o arrependimento 

No entanto, como talmadim crentes, sabemos que continuamente estamos aquém dos desejos de YHWH pela maneira de viver nossas vidas. 

Embora nossa posição eterna seja segura, nossa comunhão com YHWH é afetada pela natureza pecaminosa dentro de nós. Então, há espaço para o arrependimento. É uma necessidade constante em nossas vidas.

Assim como o feriado anual de Ação de Graças nos convida a abraçar a gratidão a cada dia do ano, então Elul é uma oportunidade para os NTZRM e os crentes gentios se concentrarem novamente no arrependimento. 

É um lembrete de deixar IHWH reinar em nossas vidas diárias e procurar glorificá-Lo mais. O arrependimento - desviando nossos corações do pecado e de YHWH em comunhão restaurada - é um hábito a seguir. Elul nos lembra disso.

Elul, no judaísmo messiânico, engloba a gratidão pelo sacrifício expiatório de Yeshua e a selagem do Ruach H'Kadoshi, bem como examinando nossos corações para permanecerem em estreita comunhão com YHWH. 

À medida que o S'hofar soa em sinagogas todos os dias durante Elul, também use esse período para orar para que YHWH levante a cegueira dos olhos Hebreus e que eles recebam seu H'Mashiah, Yeshua Netzari.

NTZRM compartilha informações bíblicas sobre por que YHWH quer que você tenha um coração para Israel e o Povo Hebreu. 

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Shalam
Rev Khaleb Bueno

       


MAZAL TOV L'CHAIM

A definição da expressão Mazal Tov: Vem do Hebraico. 

Significa Sorte, enquanto que Tov complementa como Boa. 

Juntando, Boa Sorte! É uma exclamação muito utilizada pelos Hebreus em celebrações, como casamentos.

Definição da expressão Le Chaim: Em Hebraico. 

Significa “Para A Vida”, mas é usada quando é feito um brinde, como numa celebração. 

É o nosso “Saúde!” antes de virar a dose. Não tem conotação triste. 

É puramente uma celebração da vida. Pronto! Esclarecido!

מזל טוב לחיים

Mazal Tov L'Chaim a Todos

Shalam 

Rev Khaleb Bueno

YOM KIPUR E O PODER DO PERDÃO

Yom Kipur e o Poder do Perdão
por Rabino Gabriel Aboutboul


Yom Kipur é a oportunidade dada por D’us de virar a página de nossa vida e acreditar em nossa capacidade de melhorar. Devemos corrigir os erros, mas não nos tornarmos reféns do passado, incapazes de olhar para o futuro.

Durante os dias que antecedem Yom Kipur, o Dia da Expiação, recitamos antes das orações matinais as Selichot – os pedidos de perdão a D’us. Sempre nos referimos a essas orações no plural – Selichot – e não no singular, Selichá. Nossos Sábios explicam que isso significa que o pedido de perdão tem duas vias: não apenas pedimos perdão, mas, também, perdoamos. A quem precisamos perdoar? Às outras pessoas, a D’us e a nós mesmos.

Na língua hebraica, há várias palavras que significam perdão. As preces de perdão foram chamadas de Selichot porque o valor numérico de Selach é 98, que é o número de maldições mencionadas na Torá. Isso para nos ensinar que o perdão tem o poder de transformar a maldição em bênção, neutralizando tudo o que há de negativo no mundo. Mas o que significa perdoar, de acordo com o judaísmo?

O que significa perdoar?

Na Torá, há mandamentos que determinam tanto nossa relação com D’us quanto com relação a outros seres humanos. Consequentemente, há dois tipos de erros que o homem pode cometer contra: D’us e contra seus semelhantes.

O que significa pedir perdão a D’us pelos erros e transgressões cometidas contra Ele? Significa reconhecer que, ao longo do ano, nem sempre cumprimos Seus mandamentos. Em Yom Kipur, D’us pode perdoar-nos apenas por esse tipo de transgressões e não pelas faltas que cometemos contra outros seres humanos.

E o que implica pedir perdão a uma pessoa? Não significa apenas dizer “Me perdoe”, apesar disto ser um bom começo. 

Pedir perdão implica procurar reparar o erro. Se tivermos prejudicado alguém financeiramente, devemos devolver o que devemos ou, no mínimo, admitir a dívida. 

Se tivermos denegrido a imagem de alguém, devemos tomar as medidas necessárias para redimi-la. (Vale ressaltar, porém, que quando ofendemos ou prejudicamos outra pessoa, é necessário um pedido de perdão duplo – tanto a ela quanto a D’us. Pois ofender, ferir ou prejudicar outra pessoa de qualquer forma é, também, uma transgressão dos mandamentos Divinos, que nos ordenam amar a todos, fazer o bem e nunca fazer mal a ninguém).

Portanto, para se obter o perdão em Yom Kipur, precisamos procurar consertar nosso relacionamento tanto com D’us como com as outras pessoas. Porém, não adianta bater no peito e confessar os pecados, e esperar que D’us nos perdoe inclusive pelos erros que cometemos contra os outros. Para sermos perdoados desses erros, precisamos, antes do início de Yom Kipur, pedir desculpas àqueles que, de alguma forma, prejudicamos ou magoamos. Precisamos fazer de tudo para retificar nossos erros – tanto com atos como com palavras.

A verdade é que cada um de nós precisa pedir perdão e também perdoar os outros. Assim como quem falhou com outra pessoa deve pedir perdão, cabe à pessoa que recebeu um pedido de desculpas perdoar, contanto que o pedido dela seja sincero e de fato faça o possível para corrigir o erro cometido.

Acima, mencionamos que há três tipos de perdão. Devemos perdoar as outras pessoas, devemos perdoar a D’us e devemos perdoar a nós mesmos. Para muitos, é mais fácil perdoar aos outros seres humano e a D’us do que a si próprio. Muitas pessoas se condenam por suas falhas e são incapazes de se perdoar. Esta inabilidade é algo negativo, pois nossa vida fica presa ao passado. O auto-perdão é uma demonstração de humildade, pois demonstra que reconhecemos que somos humanos e não infalíveis.

A grandeza de Rosh Hashaná e Yom Kipur é que D’us instituiu um dia no qual temos a oportunidade de “virar a página”. Precisamos estar cientes de nossos erros – e fazer todo o possível para corrigi-los – mas não podemos permitir que eles nos definam. Não podemos nos tornar reféns dos erros do passado, incapazes de olhar para frente. Yom Kipur não é o dia em que falamos para D’us que somos “inocentes”, e sim, em que admitimos nossa culpa. Mas é, também, o dia em que expressamos o desejo de melhorar

Assumir nossos erros já é parte integrante da obtenção do perdão.

Há uma enorme diferença entre o que a pessoa é e o que ela faz. Fazer algo errado não significa ser errado. Um mau comportamento, uma má atitude não pode definir quem a pessoa é. Isso, evidentemente, não significa que nossos atos não sejam importantes e significativos. Significa que eles não podem nos definir: talvez erramos ontem, talvez erramos hoje, mas amanhã podemos agir corretamente. O fato de uma pessoa errar não significa que ela não deva ser perdoada ou que não possa modificar-se.


Rabi Shneur Zalman de Liadi, o Alter Rebe, fundador do movimento Chabad-Lubavitch, explica o significado de um verso nos Salmos que, aparentemente, não faz sentido. Está escrito que “D’us nos perdoa para que possamos temê-Lo”. À primeira vista, esse conceito parece ser ilógico: se alguém sabe que será perdoado, deveria ter menos medo de pecar. O Alter Rebe explica esse verso com uma metáfora. Suponhamos que alguém tomou um grande empréstimo no banco para investir em um negócio. Infelizmente, não teve sucesso. Se o gerente do banco for exigir a devolução do empréstimo, além do pagamento de todos os juros, ele fará com que a dívida se torne impagável. Mesmo se o devedor quisesse pagar a dívida, não conseguiria.

Consequentemente, ele não fará qualquer tentativa para devolver o dinheiro que tomou emprestado. Contudo, se o gerente do banco estiver disposto a negociar – se oferecer um plano viável para o devedor pagar o que deve –, haverá mais chance de o banco recuperar o empréstimo.

Um fenômeno parecido ocorre no relacionamento entre o homem e D’us. Se D’us fosse excessivamente exigente – se Ele cobrasse todo pecado cometido – romperíamos a relação com Ele: passaríamos a fugir Dele, a ignorá-Lo. O Eterno, então, propõe um acordo – Ele nos perdoa e facilita o pagamento de nossa dívida com Ele – para que seja possível manter o relacionamento.

Muitas pessoas acreditam que perdoar é um sinal de fraqueza. Na realidade, é exatamente o oposto. A falta de perdão é sinal de fraqueza e insegurança enquanto perdoar é um ato de coragem, de força. Perdoar não significa dar permissão para que a pessoa volte a cometer o mesmo erro. Significa ter fé que a pessoa que errou não voltará a errar no futuro. Perdoar alguém significa acreditar nela. D’us nos perdoa porque Ele acredita em nós: Ele confia que nosso futuro será melhor que nosso passado.

Em muitos casos, não conseguimos compreender por que alguém deveria merecer ser perdoado: por que deveria ter uma segunda ou até uma terceira chance. Daí ocorre que D’us nos faz passar por algo parecido – nós, também, acabamos falhando – e clamamos por perdão – algo que não queríamos dar a outra pessoa. Muitas pessoas não querem perdoar os outros, mas a pergunta que se deve fazer a elas é: se fosse você que tivesse errado, você também gostaria de não ser perdoado?

Nossos Livros Sagrados nos ensinam que D’us se comporta conosco da forma como nos comportamos com as outras pessoas. Se formos tolerantes com outros, Ele será tolerante conosco. Por outro lado, se formos excessivamente rigorosos com as outras pessoas, Ele será excessivamente rigoroso conosco.

O Baal Shem Tov, fundador do Movimento Chassídico, ensinou que depois que a pessoa deixa este mundo, é ela própria que decreta seu próprio veredicto perante a Corte Celestial. Mostram a ela os atos de uma pessoa – sem revelar que se trata dela mesmo – e se lhe pergunta: “Qual deve ser o veredicto?”. Após a pessoa julgar o caso, é revelado a ela que se trata dela própria. Isso significa que as pessoas que estão acostumadas a julgar os outros favoravelmente acabarão julgando-se favoravelmente perante a Corte Celestial. Por outro lado, aqueles que são demasiadamente rigorosos com os outros, arriscam-se a se autocondenar. Quando alguém é rigoroso demais, esse rigor acaba se voltando contra si próprio.

O que impede o ato de perdoar ou de pedir perdão? Orgulho, arrogância e medo. E esses sentimentos estão entrelaçados. Muitas pessoas não pedem perdão às outras por motivo de orgulho: Por que eu deveria pedir perdão a tal pessoa? Afinal, sou muito mais importante, mais experiente, mais inteligente, mais bem-sucedido do que ela... O outro motivo é o medo da resposta. Muitos temem não serem atendidos e que isso seja motivo de vergonha, ou seja, de orgulho ferido.

Em Yom Kipur, pedimos perdão a D´us, mas, também, precisamos perdoar D’us. Conta-se a seguinte história sobre um grande mestre chassídico, o Rabi Elimelech de Lijensk. Na noite que antecede Yom Kipur, ele enviou um de seus alunos a certo botequim, para que este aprendesse o significado do perdão duplo. Ao chegar ao botequim, o aluno nota que o dono pede à sua esposa uma caderneta.

Ela leva uma caderneta para o marido onde ele havia recordado, ao longo do ano, tudo que D’us fizera de errado com ele: todos os sofrimentos que ele tinha passado durante o ano. Após terminar de ler essa caderneta, ele pede à sua esposa uma outra caderneta onde ele havia escrito todos os pecados que ele fizera contra D’us, ao longo do ano. Após ler essa caderneta, o dono do botequim se dirige a D’us, diz “Le’Chaim” e toma uma dose de bebida. Aí, diz: “D’us, você me perdoa por tudo que eu fiz de errado com o Senhor ao longo do ano e eu O perdoo por tudo de mal que o Senhor fez comigo ao longo do ano”. Essa história pode fazer as pessoas sorrirem, mas é algo sério.

Cada um de nós falha contra D’us ao longo da vida, mas todos nós temos, também, nossas chateações e ressentimentos em relação a Ele. Às vezes, brigamos com D’us, mesmo quando certas coisas acontecem em nossa vida que não têm nenhuma ligação com Ele.

Por exemplo, brigamos com alguém na sinagoga, e deixamos de frequentá-la, ou algo não ocorre como esperávamos e deixamos de colocar Tefilin. Em certos casos, porém, é justificado o sentimento de que D’us nos desapontou. Muitos de nós carregamos esse tipo de sentimento, principalmente, quando coisas difíceis acontecem ao longo do ano. Infelizmente, esse tipo de sentimento negativo acaba tomando conta de nosso coração.


Yom Kipur é o período do ano em que devemos livrar-nos desse tipo de sentimento. Yom Kipur – e os dias que antecedem essa data – é a época do ano para abrir um espaço para D’us em nossa vida, mesmo se acharmos que Ele “não merece”: mesmo se acreditamos que Ele não foi “tão bom” conosco no ano que se passou.

Muitas pessoas pensam, “Fiz tantas coisas boas e como é possível que D’us permitiu que tal coisa ruim acontecesse comigo ?”. Na realidade, nenhum de nós tem noção da Contabilidade Celestial e do que é, de fato, bom ou ruim para nós. De qualquer forma, vale ressaltar que mesmo esse tipo de ressentimento contra D’us é uma grande mostra de fé. Pois nós não nos zangamos com alguém em quem não acreditamos, tampouco nos chateamos com alguém de quem não esperamos nada de bom. As pessoas se chateiam com D’us porque acreditam Nele e esperam que Ele faça apenas o bem. Portanto, decepcionar-se com D’us é um sinal de grande fé, tanto na existência como na bondade infinita Dele.

Mas apesar desses sentimentos serem um sinal de fé, precisamos removê-los do nosso coração, pois eles obstruem nosso caminho e nossa felicidade. Sentimentos de dor, raiva e ressentimento, mesmo que totalmente justificáveis, são um grande obstáculo para tudo de bom na vida. Sentir raiva é o mesmo que tomar um copo de veneno e desejar que outra pessoa morra. Quem se prejudica é quem sente raiva – não o objeto da raiva. Como então, lidar com a dor, principalmente quando ela é profunda? A forma de lidar com a dor é tentar enxergar as coisas de forma diferente.

Yom Kipur é o dia de lembranças. Nesse dia, lembramo-nos de Amalek (o arqui-inimigo histórico do Povo Judeu), do mal, do Holocausto, das perseguições, dos 10 mártires que foram assassinados por Roma. Em Yom Kipur, lembramo-nos de nossos entes queridos que não mais estão entre nós. Quando nos lembramos desses entes queridos, podemos lembrar a dor causada pela perda e pela ausência ou podemos nos lembrar dos momentos alegres com eles. Quando se recita o Hashkabah  ou Yizkor1 em Yom Kipur e lembramos as almas que partiram deste mundo, devemos nos lembrar dos momentos preciosos que passamos com elas e do privilégio de as termos tido entre nós.

O Midrash nos ensina o seguinte: Quando Moshé Rabenu ensinou ao Povo de Israel o verso da Torá, “Lembre-se o que Amalek fez quando você saiu do Egito”, o povo disse a ele: “Moshé, nosso mestre. Um verso da Torá afirma, ‘Lembre-se o que Amalek fez para ti’. Outro verso diz: ‘Lembre-se do dia do Shabat para santificá-lo’. Como se cumprem ambos os versos? Um nos ordena lembrar e o outro, também. Moshé respondeu: “Um copo de vinho não é o mesmo que um copo de vinagre, mas esse é um copo e aquele também é um copo. Há a lembrança do Shabat e a lembrança de Amalek”.

Esse Midrash contém lições profundas. O vinagre é um derivado do vinho, mas este é doce e aquele é azedo. Ambos, o vinho e o vinagre, advêm da uva e ambos são bebidos em um copo. Na vida, temos a opção de beber um copo de vinho ou de vinagre. Tudo depende de como enxergamos as coisas, como lidamos com as lembranças. Isso é uma lição muito importante para esta e para as futuras gerações de judeus. Evidentemente, elas precisam aprender sobre a dor que nosso povo passou, as perseguições, o Holocausto. Mas também precisam aprender que o judaísmo é um copo de vinho e não de vinagre.

Quando o pai traz o filho à sinagoga, deve ser não apenas em Yom Kipur, mas em Simchat Torá também, para que o filho aprenda que o judaísmo não se restringe a orações e jejuns, mas é, também, um modo de vida baseado na alegria. De fato, um dos fundamentos da Torá é o mandamento de servir a D´us com alegria. Mas para poder viver com alegria, precisamos aprender a perdoar. Precisamos perdoar a D’us, as outras pessoas e a nós mesmos.

Uma história verídica


Cabe relatar uma história verídica, que expressa as ideias transmitidas acima.

Em certa ocasião, um judeu religioso, um rabino, estava viajando pela British Airways para Nova York. Ao lado dele, estava sentado um homem que, após o avião decolar, vira-se para ele e diz “Shalom”, e revela, também, ser judeu. Ambos passam a conversar e descobrem que ambos estão a caminho de Israel.

O rabino, que estava viajando para passar Rosh Hoshaná e Yom Kipur em Israel, começa a falar de religião, mas o judeu sentado ao lado dele diz “Não me fale de D’us. Tenho raiva Dele. Não posso perdoá-Lo pelo o que Ele me fez”. Este homem, que tinha 70 anos de idade, havia passado pelo Holocausto. Ele teve um filho, mas tinha sido separado dele durante a guerra e presumia que havia morrido. Disse ao rabino que nunca perdoaria D’us por lhe ter tirado seu filho.

O rabino pergunta: “Por que então você vai a Israel?”, e o homem responde, “Não quero saber de D’us, mas o Povo Dele é ótimo. Não existe lugar no mundo como Israel”. O rabino tenta convencer o homem a ir à sinagoga, em Israel, durante as Grandes Festas – diz que a sinagoga que frequenta em Israel é pequena, mas possui um ótimo chazan”. O homem se recusa.

Dias mais tarde, o rabino está em Israel. É Yom Kipur. Após a leitura da Torá, ele sai da sinagoga, durante o curto intervalo em que é recitado o Yizkor. Ele vai a uma pracinha e nota que há alguém fumando: é o seu amigo da viagem. Ele se aproxima dele e tenta convidá-lo à sinagoga. “Venha rezar um pouco,” diz o rabino. Mas o homem se recusa. O rabino diz o seguinte, “Pelo menos entre para recitar o Yizkor pelo seu filho. Sim, você brigou com D’us, mas por que seu filho deveria sofrer por isso? Todos serão lembrados no Yizkor – seu filho deveria ser um deles”. O homem responde que por seu filho faria tudo, inclusive ir à sinagoga para o Yizkor.

Era uma sinagoga pequena. E por ser pequena, havia o costume de que quem quisesse, podia ir ao chazan, dar o nome do falecido e o próprio chazan recitava o nome da pessoa cuja memória seria lembrada. Ao entrar na sinagoga, esse senhor se aproxima do chazan que lhe pergunta o nome do filho. Quando o chazan ouve o nome, ele olha para esse senhor, fica pálido e grita em iídiche: “Pai!”
Durante muitos anos, esse senhor pensou que seu filho havia morrido no Holocausto. Na realidade, seu filho havia sobrevivido, imigrara para Israel e se tornara um judeu religioso. Ele manteve as tradições que aprendeu com o pai – a mesma pessoa que desde a guerra não queria mais se relacionar com D’us. Se o pai nunca tivesse entrado em uma sinagoga em Yom Kipur – se não tivesse dado essa “brecha” para D’us – ele passaria o restante da vida acreditando que seu filho havia morrido. No momento em que ele deu uma chance a D´us e entrou na sinagoga em Yom Kipur, mesmo que fosse apenas para recitar Yizkor pelo seu filho, ele reencontrou aquilo na vida de mais caro, que ele acreditava ter perdido.


Essa história, além de verídica, serve também como metáfora. O pai da história é D’us e todos nós somos Seus filhos. Yom Kipur é o dia em que nos reencontramos: em que Ele e nós descobrimos que Ele não nos perdeu. Yom Kipur é o dia em que vamos à sinagoga para dizer a D’us que ainda estamos juntos e que assim continuaremos, eternamente. Mas como na história relatada acima, esse nível de ligação e conexão com D´us só é alcançado quando retiramos de nós sentimentos negativos contra Ele, contra outras pessoas e contra nós mesmos.

Yom Kipur é o dia mais sagrado do ano. É o momento em que se revela a essência de nossa alma. Nesse dia, revela-se o nível de conexão essencial que existe entre nós e D’us. Nesse dia do Perdão não interessa o que fizemos, e sim, o que somos. Ao tomarmos consciência de quem somos, torna-se possível expressar a essência do nosso ser.

Por que as pessoas que não vão à sinagoga o ano inteiro fazem questão de ir em Yom Kipur? Há judeus que praticamente não cumprem nenhuma mitzvá, mas jejuam em Yom Kipur. A única explicação é que em Yom Kipur, o dia mais importante do ano, revelamos quem, na verdade, somos. Nesse dia, é revelado que nossa conexão com D’us é atemporal e independente de nossas ações. Em Yom Kipur, nós nos sentimos conectados com D’us, com a comunidade judaica e também com as almas dos falecidos. É na sinagoga que recitamos o Yizkor e nos lembramos dos falecidos, porque no Mundo da Verdade, as almas desejam ser lembradas em um lugar sagrado – na sinagoga. Yom Kipur é, portanto, um dia de amor: amor a D’us e amor às outras pessoas – as que se encontram conosco e as que estão no Mundo da Verdade.

Sabe-se que quando um pai deseja fazer uma festa de aniversário, ele quer que todos os seus filhos estejam presentes, independentemente de onde vivam. Se todos os filhos não puderem comparecer, o pai prefere que não haja festa. Yom Kipur é o dia em que nosso Pai deseja que todos os Seus filhos venham à sinagoga. É por esse motivo que antes de se iniciarem as orações em Yom Kipur, o chazan recita uma frase, “Anu Matirim”, afirmando que todos, mesmo aqueles que cometeram grandes pecados e renunciaram ao judaísmo, podem rezar juntos na sinagoga naquele dia. Pois nesse momento, o Pai convoca todos os Seus filhos. Ele não quer apenas alguns deles – os que se comportaram bem. Ele quer todos eles.

Em Yom Kipur, recita-se o “Avinu Malkenu” – “Nosso Pai, nosso Rei”. O Baal Shem Tov transmitiu um ensinamento a respeito dessa prece, que nos ajuda a ter uma percepção bastante diferente a respeito do Yom Kipur. De fato, é um dia em que somos julgados. Por que, então, é um dia de tanta alegria, felicidade e união? 

Porque o Juiz é o nosso Pai. Diz-se que nunca se sabe o que pode sair da cabeça de um juiz, mas se o Juiz é o próprio Pai, podemos ficar tranquilos. D’us é nosso Rei, que nos julga, mas antes de ser Rei, Ele é Pai. Por esse motivo, falamos Avinu Malkenu, não Malkenu Avinu. E um pai é sempre misericordioso e bondoso com seus filhos.

Yom Kipur é o Dia da Expiação, o Dia do Perdão. Pedimos perdão a D’us e perdoamos aos outros, mas só podemos perdoar a D’us quando sabemos que Ele é nosso Pai, pois quando é nosso Pai quem fala, ouvimos apenas bênçãos.

Rabino Gabriel Aboutboul é um renomado palestrante, autor e rabino atuante no Rio de Janeiro.

SETEMBRO 2015 - ED. 89
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NOMES DO CRIADOR NA TANAKH



  1. Por desconhecerem a entonação fonética do alfabeto hebraico o judaísmo, refere-se aoCriador de diversas formas diferentes, que representam a concepção judaica sobre a divindade e o relacionamento Dele com o ser humano e com o povo judeu segundo a região. Na Polônia a divindade Deus é lida no modo iídiche e no ocidente o mesmo nome, escrito da direita para esquerda com caracteres hebraicos e alocado ao fonologia romana ou seja qual for o idioma da região em que se encontrarem, Yahweh ou Javé (no hebraico Yahvéh), sendo Yahweh a forma mais comum do tetragrama יהוה.

    O tetragrama - יהוה

    Tem por formas mais comum de pronuncias do tetragrama: Yahweh ou Javé (Yahvéh), sendo Yahweh a forma mais comum do tetragrama יהוה.

    Dentro do judaísmo, o nome mais importante do Criador é o que conhecemos como tetragrama, nome dado às quatro letras que formam o nome da divindade. Este nome é em hebraico יהוה (YHWH), que de acordo com a tradição judaica é a terceira pessoa do imperfeito no singular do verbo ser . Esta teoria é baseada no Êxodo capítulo terceiro, versículo décimo-quarto, constitui a base do monoteísmo judaico-cristão.

    Devido ao mandamento de não pronunciar o nome do criador em vão, desenvolveu-se entre os judeus um profundo sentimento de reverência para com esta palavra, de forma que a pronúncia correta tornou-se restrita, somente utilizado em ocasiões de extrema solenidade como no dia do Yom Kippur. Em outras ocasiões, pronunciava-se Adonai (meu Amo, meu Senhor) em lugar do nome do Criador. Com o tempo, esta pronúncia perdeu-se e qualquer tentativa de se estabelecer a pronúncia correta é sujeita a discussões diversas.

    A forma reduzida do termo Yah é utilizada como prefixo e sufixo de diversos nomes hebraicos como Yehoshua (Yah no início: Yah + Hoshea),Yermeyahu (Yah no final + u), entre outros.

    Adonai

    A palavra Adonai vem do hebraico אֲדֹנָי, plural da palavra Adon (Senhor, Amo). Esta palavra era utilizada pelos fenícios para o deus pagão Tamuz e era o nome do deus grego Adônis. Os judeus utilizam esta palavra em relação a YHWH no lugar de pronunciar o tetragrama em orações e ocasiões solenes. Coloquialmente, utilizam a palavra HaShem (O Nome) para referir-se ao Criador. Quando os massoretas adicionaram a pontuação vocálica ao texto das escrituras, as vogais de Adonai foram adicionadas ao tetragrama para que se fosse lembrado que deveria ser lido Adonai no lugar do tetragrama. Esta vocalização criou a palavra Yahweh.

    Em português, Adonai é traduzido geralmente como Senhor.

    Ehyeh-Asher-Ehyeh

    O nome Ehyeh (hebraico: אֶהְיֶה) vem da frase אהיה אשר אהיה "ehyeh-asher-ehyeh" (Êxodo 3:14), geralmente traduzida como "Eu sou o que sou".

    EL

    A palavra El aparece em diversas línguas semíticas como o fenício, aramaico e o acadiano. No hebraico אל significa originalmente acima , elevado, alto, e é utilizado para deuses pagãos e para o Criador de Israel, geralmente sendo associado a atributos da divindade como em: El Elyon' ("O mais Elevado"), El Shaddai ("O Elevado Todo-Poderoso"), El Hai ("O Elevado Vivo"), El Ro'i ("O Elevado que Vê"), El Elohe Israel ("Elevado, o Elevado de Israel "), El Gibbor ("O Elevado Forte "). Também é utilizado como sufixo de nomes hebraicos como Gabriel,Daniel, Rafael e outros.

    Em português, El e Elohim são geralmente traduzidos como Deus.

    Elohim

    Termo comum usado nas escrituras hebraicas, Elohim (em hebraico: אלהים) é o plural da palavra Eloah (אלוה), considerado pelos estudiosos judeus como plural majestático (pluralis majestatis) ou de excelência (pluralis excellentiæ), expressando grande dignidade, traduzindo-se por "Elevadíssimo" ou "Altíssimo".

    HaShem

    HaShem (no hebraico: השם) significa O Nome, e é utilizado durante as ocasiões normais da vida cotidiana, enquanto Adonai é utilizado no contexto religioso.1 Este termo não é bíblico, aparecendo a primera vez nos Rishonim (autoridades rabínicas medievais)

    Yah

    O nome Yah é composto das primeiras duas letras de YHWH. Aparece frequentemente em nomes hebraicos, tais como o do Profeta Elias. A expressão Aleluia ou Hallelujah, também é derivado deste, bem como o termo Jah do movimento Rastafári.

    YHWH Tzevaot

    O nome YHWH e o título El-him frequentemente ocorrem com a palavra tzevaot ou sabaoth ("hordas" ou "exércitos", Hebreu: צבאות) como em YHWH Ul-he/Elohe Tzevaot ("YHWH Deus dos Exércitos"), Ul-he/Elohe Tzevaot ("Deus dos Exércitos"), Adonai YHWH Tzevaot ("Senhor YHWH dos Exércitos") e, mais frequentemente, YHWH Tzevaot ("YHWH dos Exércitos"). Veja por exemplo: I Samuel 4:4, I Reis 19:10 e Isaías 3:15.

    Este nome composto ocorre principalmente na literatura profética e não aparece nenhuma vez na Torah, Josué ou Juízes. O significado original de tzevaot pode ser encontrado no primeiro livro de Samuel (I Samuel 17:45), onde ele é interpretado como significando "o Deus dos exércitos de Israel". A palavra, neste caso específico é utilizada para denominar as hordas celestes, enquanto em outros casos sempre significa exércitos ou hordas de homens, como em vários casos no Êxodo (Êxodo 6:26, Êxodo 7:4 e Êxodo 12:41).

    A grafia latina Sabaoth combinado com as vinhas douradas sobre a porta do Templo de Herodes (construído pelo idumeu Herodes o Grande) levou a uma confusão de identidade com o deus Sabázio na antiga Roma.

    Títulos dados ao Criador

    Avinu Malkeinu - Pai Nosso, Rei Nosso 
    Boreh - O Criador 
    Elohei Avraham, Elohei Yitzchak ve Elohei Ya`aqov — "Deus de Abraão, Deus deIsaque e Deus de Jacó" 
    El ha-Gibbor — "Deus Forte". 
    Emet — "Verdade". 
    E'in Sof — "Infinito", nome cabalístico de Deus. 
    Ro'eh Yisrael — "Pastor de Israel". 
    Ha-Kaddosh, Baruch Hu — "O Santo, Bendito Ele". 
    Kaddosh Yisrael — "Santo de Israel". 
    Melech ha-Melachim — "O Rei dos Reis". 
    Magen Avraham — "Escudo de Abraão". 
    YHWH-Yireh (Yahweh-Yireh) — "YHWH provê" (Gênesis 22:13, 14). 
    YHWH-Rapha" — "YHWH cura" (Êxodo15:26). 
    YHWH-Nissi (Yahweh-Nissi) — "YHWH nossa bandeira" (Êxodo 17:8-15). 
    YHWH-Shalom — "YHWH, a nossa paz" (Juízes 6:24). 
    YHWH-Tzidkenu — "YHWH, nossa Justiça" (Jeremias 23:6). 
    YHWH-Shammah — "YHWH está presente" (Ezequiel 48:35). 
    Tzur Yisrael — "Rocha de Israel". 

    O uso dos termos D-s, Ad-nai eEl-him

    Devido ao terceiro mandamento (Não tomarás em vão o nome de YHWH), recentemente alguns judeus usam um apóstrofo nos nomes divinos mais sagrados, de forma a que o nome da divindade não venha a ser profanado por estar escrito em um objeto comum.

    Dio

    Nos escritos dos sefarditas da comunidade de judeus da nação portuguesa, a forma Dio é tradicional. O -s final de Deus é extirpado para não remeter a qualquer ideia de pluralidade.

    Kýrios, escrituras gregas

    Apesar dos Evangelhos serem escrituras cristãs, estes foram escritos por judeus no primeiro século depois de Cristo. Já no final do primeiro século, começaram a substituir o Tetragrama YHWH pela palavra em grego Kýrios, que tem um sentido idêntico a Adonai e também significa "Senhor". Por este motivo, o Tetragrama não é encontrado graficamente do texto do Novo Testamento em muitas versões da Bíblia hoje.

    Referências

    ↑ Unterman, Alan. Dicionário Judaico de Lendas e Tradições. Rio de Janeiro: Zahar, 1991. 262 pp. ISBN 85-7110-243-0